Mais Fórmula 1, então Mais animação!
Equipe Quiçá Design
Vejam só! Em tempos de crise econômica, a Fórmula 1 não pôde evitar ser afetada e arrastada pelos efeitos dessa crise. Em meio ao movimento de demissões, cortes de gastos e fechamento de fábricas pelo mundo afora, as equipes de Fórmula 1 viram boa parte de seus patrocinadores irem embora. E por pouco, quase uma equipe, a Honda, foi também. Pra ser mais exato, a empresa Honda se foi, o que ficou foi uma equipe com outro nome.
Pois é, a poderosa e milionária indústria da Fórmula 1 empobreceu, um pouco, mas empobreceu. Pelo menos por enquanto foi-se o tempo em que as equipes lançavam seus carros para a temporada de corridas com grandes eventos e com espetáculos das mais variadas formas. Desta vez, a maioria das equipes optou ou teve de optar por fazer um apresentação mais modesta, às vezes resumida a uma simples sessão de fotos em frente aos boxes de algum circuito de corridas.
Mas teve quem fez diferente e por isso despertou a atenção até de quem não curte Fórmula 1. A equipe Red Bull Racing, também conhecida por RBR, promoveu seu novo carro por meio de uma animação 3d, vídeo que foi exibido antes mesmo do lançamento oficial do bólido para esta temporada, que ocorreu no ciruito espanhol de Jerez de la Frontera.
Uma apresentação modesta da RBR. Olha a cara de ânimo dos pilotos! Divulgação.
E essa é a animação para apresentar o carro novo e as mudanças no regulamento. Divulgação.
A animação 3d apresenta as mudanças radicais sofrida pelo novo carro para enquadrá-lo nas mudanças do regulamento da categoria. O vídeo mostra, com belos efeitos de transição e narração do piloto Sebastian Vettel, a evolução do modelo do carro de 2008, o RB4 para o modelo 2009, RB5. Todas as partes da carroceria que tiveram de ser alteradas foram animadas e mostram de forma bem clara as mudanças sofridas. Mas, como essas mudanças não se resumem à carroceria, parte do sistema mecânico teve de ser modelado e animado para demonstrar o funcionamento de algumas implementações. E isso com certeza aumentou o impacto visual da animação!
Imagem da animação 3d mostrando o sistema Kers de aproveitamento de energia da frenagem. Divulgação.
E o que poderia ter levado uma equipe de Fórmula 1 a investir em uma animação 3d para apresentar seu novo modelo de carro para a competição? Marketing, talvez seja a resposta. Pois vejam, primeiro a equipe consegue atrair a atenção dos fãs de Fórmula 1 pelo uso de um vídeo com animação 3d mostrando não somente seu novo carro (antes mesmo do lançamento oficial), mas também ilustrando de forma bastante clara as mudanças radicais nos desenhos dos carros impostas pelas alterações no regulamento. Segundo, a animação também acaba atraindo o olhar do público que curte animação 3d, que provavelmente é até maior do que aquele que acompanha a Fórmula 1. Terceiro, a soma desses públicos cria uma audiência maior para absorver a propaganda da marca Red Bull, proprietária da equipe, e que obviamente é estampada nas cores e no nome do carro. Até na hora de procurar por esse vídeo a pessoa acaba tendo de aprender o nome da equipe, Red Bull Racing, que leva o nome da marca incluso.
Além de tudo, uma bela ferramenta de Marketing! Divulgação.
O estúdio de animação que fez este vídeo é o mesmo responsável pela animação da apresentação do circuito de Cingapura, o estúdio AixSponza Animation and VFX. Essa outra animação foi contratada também pela Red Bull.
É isso! E um viva para aqueles que enxergam e valorizam o poder da animação 3d para demonstrar produtos, ou carros!! =P
Cinema 3D: salas brasileiras aceleram migração para a nova tecnologia
Equipe Quiçá Design
Interessante reportagem de Evelin Ribeiro, repórter do IDG Now!, revela o atual cenário do mercado de cinema 3d (entenda-se estereoscópico) no Brasil, em momento que várias produções cinematográficas, incluindo animações 3d, estão sendo produzidas e lançadas em formato estereoscópico. Confira!
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São Paulo – Salas de projeção 3D sobem de 25 para 100 até julho, em aposta do setor para tirar o usuário de TV LCD e home theater de casa.
Do cinema mudo ao que vemos hoje, a grande tela sempre evoluiu mais rápido do que a tecnologia audiovisual doméstica. No entanto, atualmente, atrair espectadores para as salas de projeção tornou-se um desafio maior por dois fatores: a popularização de televisores de LCD e plasma, tocadores de Blu-Ray e equipamentos de home theater; e do crescimento do acesso em banda larga – redes de torrent permitem que usuários baixem filmes, mesmo ilegalmente, que ainda nem chegaram às salas de cinema.
Dados do site Filme B, que acompanha o mercado de cinema no Brasil e no mundo, mostram que o público total de cinema no Brasil era de 250 milhões de espectadores em 1976 e caiu para cerca de 70 milhões no começo da década de 90 como resultado da expansão da TV e, depois, do crescimento do home video. Essa tendência começou a se reverter em 1997 e, em 2003, o total de ingressos vendidos no Brasil voltou à marca de 100 milhões. Em 2007, entretanto, houve queda de público de 2,9% e o ano fechou com um total de 88,6 milhões de espectadores.
Para vencer tais concorrentes “domésticos”, o cinema precisa oferecer um diferencial em relação ao que seu público já tem em casa. E a aposta do momento é o cinema 3D.
A Agência Nacional de Cinema (Ancine) aponta que o Brasil tem hoje 25 salas equipadas com projetores 3D. Até o lançamento mundial do filme “A Era do Gelo 3″ em 3D, previsto para 1º de julho de 2009, esse número deve chegar a 100 salas.
A primeira sala 3D do Brasil foi inaugurada em 2006, pelo Cinemark. A rede atualmente conta com nove salas e planeja inaugurar mais nove este ano. O grupo Severiano Ribeiro, proprietário da rede Kinoplex, possui duas salas no País e pretende adaptar de oito a dez salas à nova tecnologia este ano. O Playarte opera atualmente quatro salas 3D, todas localizadas na grande São Paulo. Já o grupo Arteplex tem duas salas 3D, além de ter sido o primeiro cinema a inaugurar uma sala de projeção IMAX.
No futuro, os cinemas não usarão mais filme em película, apenas tecnologia digital. Só que a migração para o cinema digital tem um alto custo. Nos Estados Unidos, ele é financiado pelos estúdios de cinema, que são os grandes beneficiados da migração, afinal, a distribuição dos filmes em cópias digitais fica muito mais barata para eles.
No Brasil, no entanto, é o exibidor (dono da sala de cinema) quem tem de arcar com os custos da migração. Aí está a deixa para o cinema 3D.
“O 3D tem sido uma forma de incentivar o digital. O futuro do 3D é total, é absoluto, porque os cinemas vão acabar sendo digitalizados de qualquer forma. O 3D é um fato concreto porque está gerando rendas maiores na bilheteria, estimulando os exibidores a passarem por essa onerosa transição para o digital”, declara Luiz Gonzaga de Luca, diretor de relações institucionais do Grupo Severiano Ribeiro, dono da marca Kinoplex.
Os números comprovam a afirmação do executivo. No ano passado, 10% das salas que exibiram o filme “Viagem ao Centro da Terra” usavam a tecnologia 3D (o filme foi uma das principais produções em 3D até o momento). Somente estas salas representaram 42% do faturamento do filme.
A longevidade – tempo que o filme fica em cartaz – também foi muito maior. Na segunda semana após a estreia, em vez de cair a procura pelo filme, como acontece em qualquer lançamento, a bilheteria das salas que exibiram “Viagem ao Centro da Terra” em 3D subiu. Já na terceira semana de exibição, a bilheteria das salas tradicionais havia caído quase 50%, enquanto salas com 3D haviam perdido apenas 12% da bilheteria.
Migração para o 3D
Cinema 3D existe há muito tempo e teve sua primeira “era de ouro” em meados dos anos 1950, quando o primeiro filme colorido em 3D foi lançado. Mas são os sistemas digitais quem proporcionaram uma melhoria significativa na qualidade do 3D, para que fosse mais real e diminuísse aquele desconforto e cansaço visual do 3D.
Atualmente, existem três tecnologias para cinema 3D: Real D, Dolby e XpanD. Confira no quadro abaixo algumas características, vantagens e desvantagens de cada uma.
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Segundo os especialistas entrevistados, um projetor 3D custa em torno de 110 mil dólares. Incluindo os impostos de importação, ao entrar no Brasil, o equipamento passa a custar pelo menos 500 mil reais. Um projetor que seja apenas digital, não preparado para reproduzir 3D, é um pouco mais barato – cerca de 80 mil dólares.
Na avaliação do cineasta Paulo Sérgio Almeida, diretor do Filme B, a compra desse tipo de equipamento não vale a pena. “Compensa muito mais trazer logo o 3D porque o digital é apenas uma equiparação de tecnologia em relação ao audiovisual do sinal de televisão que já está implantado em muitos lugares. Só o digital não vai atrair público novo nenhum. O diferencial é o 3D. É o que vai fazer os espectadores pagarem mais caro para ir ao cinema”.
De Luca, do Kinoplex, aponta que para compensar todo o investimento feito para instalar a sala 3D se gasta pelo menos uns seis, sete anos. “Por causa da alta taxa tributária brasileira”, diz.
O aumento no número de títulos em 3D também é im incentivo para que os cinemas apostem na migração. Em 2008 foram feitos apenas cinco filmes na tecnologia. Para este ano a previsão é de 13 a 15 filmes. “Vamos começar a ter problemas de falta de salas com 3D. Já estamos pensando em duas ou três salas com 3D no mesmo complexo, porque estúdios como a DreamWorks, Disney e Pixar já anunciaram que não vão mais fazer filmes que não sejam 3D“.
“A tendência é a diminuição no público dos cinemas, mas o 3D está aí para tentar reverter o quadro, conquistando primeiro crianças e adolescentes, depois os adultos”, observa Almeida. Segundo o cineasta, o 3D só vai deixar de atrair as pessoas quando a TV começar a oferecê-lo. “Até lá o cinema já vai ter inventado alguma coisa nova, para estar à frente novamente”, afirma.
Fonte: IDG Now!
Termo Técnico 2 – Rendering
Equipe Quiçá Design
Pois bem, por mais que se tente fugir das gírias e termos técnicos utilizados em uma determinada área profissional se torna difícil evitar seu uso quando sua disseminação está ligada ao uso das ferramentas de trabalho.
Na área da computação gráfica isso se dá por meio do emprego de programas computacionais criados no exterior que, mesmo passando pela tradução de suas palavras e expressões lingüísticas, não conseguem forçar o usuário a mudar os termos que costuma utilizar para se expressar. Em geral, palavras que ainda não sofreram sua tradução para o português por não serem de uso corriqueiro acabam por serem empregadas na sua forma original. Isso facilita e agiliza a troca de informações entre profissionais de países distintos, principalmente por meio da internet.
Como exemplo dessa situação está o termo rendering, há muito utilizado no meio gráfico brasileiro. Esta expressão é empregada na ilustração 2d, manual ou computacional e na ilustração e animação 3d (exclusivamente computacionais). Quando empregado por artistas 2d o termo rendering significa uma técnica de ilustração que permite a obtenção de imagens com grande apelo visual e de forma rápida. Esta técnica é muito empregada na área do Design para ilustrar idéias de novos produtos.
Rendering manual do VW Sciroco. Divulgação.
Outro exemplo de rendering manual. Divulgação.
Já na área da computação gráfica 3d o rendering significa gerar uma imagem 2d a partir do modelo 3d previamente construído. Esse processo é realizado por um programa chamado renderer, que pode ser parte integrante do programa de modelagem 3d. O renderer faz cálculos para traduzir a linguagem 3d do modelo para a linguagem 2d, refinando o acabamento visual original do modelo 3d. O resultado final são imagens dos mais variados formatos, como .jpeg, .tiff, .gif, etc.
A necessidade do processo de gerar um rendering ou de renderizar um modelo 3d está relacionado a dois fatores.
Primeiro, a geração de imagens 2d ou de uma animação, que nada mais é que uma seqüência de imagens 2d, permite que o modelo 3d seja visualizado em diferentes formatos ou diferentes mídias (computadores, celulares, tocadores de mp4, etc) sem a necessidade de possuirmos o programa computacional utilizado para sua criação. Por exemplo, não lhe pedirão para comprar um programa de modelagem e animação 3d como o Autodesk Maya ou o NewTek LightWave quando quiser assistir a um “Madagascar” ou um “300 de Esparta”.
Uma animação é formada por uma seqüência de imagens renderizadas. Divulgação.
Segundo, a qualidade visual apresentada na tela do programa de modelagem e animação 3d, chamada de wireframe ou aramado é inferior à obtida pelo processo de rendering. Isso se deve ao fato da imagem apresentada por esses programas se basear no processamento feito pelas placas de vídeo do computador que, em geral, conseguem calcular apenas uma parcela dos parâmetros disponíveis para geral uma imagem com acabamento refinado. Dentre estes parâmetros, responsáveis pela qualidade de um rendering estão: a iluminação direta e indireta do modelo 3d, o sombreamento, a texturização, transparência, translucência, reflexão, refração, difração, etc. Por exemplo, são estes parâmetros que permitem a obtenção de imagens que mais parecem fotos tiradas de objetos reais, quando na verdade são modelos 3d.
Modelo 3d com visual foto-realista. Divulgação.
Devemos considerar ainda que o processo de renderizar pode ser feito em tempo real ou de forma prévia. O rendering em tempo real é utilizado em simulações e em jogos eletrônicos, nos quais o processamento que traduz o modelo 3d para uma imagem 2d é feita baseada na capacidade de processamento gráfico do conjunto de hardware, encabeçado pela placa gráfica. Em geral o rendering em tempo real apresenta qualidade visual inferior ao rendering prévio ou pre-rendering.
Imagem do jogo Mario SuperStar Baseball. Rendering em tempo real. Divulgação.
Por outro lado, como o próprio nome diz, o rendering prévio ou pre-rendering utiliza toda a capacidade de processamento da máquina empregada para esse fim, gerando imagens 2d que podem ser vistas em outras mídias sem a necessidade de refazer esse processamento, o que ocorre no rendering em tempo real. Além disso a qualidade visual das imagens tende a ser superior, visto que esse é o processo para a criação de animações 3d e efeitos especiais para filmes. O processo de pre-rendering pode demorar de minutos a horas ou dias para serem concluídos, dependendo do poder de processamento da máquina e da complexidade do modelo 3d e dos parâmetros do rendering.
Por fim, duas considerações importantes sobre o rendering, relacionadas ao trabalho com ilustração e animação 3d. Devido ao fato de a qualidade visual final da imagem 2d (também chamada de ilustração 3d, quando a imagem é gerada a partir de um modelo 3d) ou da animação 3d depender do processo de rendering o tempo de duração deste processo deve ser considerado na formação do custo do projeto. Além disso, o tempo de duração do rendering também deve ser contabilizado para o tempo total de execução de qualquer projeto de ilustração ou animação 3d, evitando-se atrasos na entrega de um projeto ou até mesmo seu cancelamento.
Veja também:
Termo Técnico 1: Modelagem tridimensional – 3d
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